Tuesday, November 08, 2011

Ética: a prática da Moral

O alcance do olhar depende do nosso espírito, pois o que se mostra em nosso campo de visão é sempre uma representação de uma verdade que nos escapa, pelo pouco conhecimento que temos e pela fluides dos conceitos culturais.

Mas, apesar de representação, sua materialidade é real e, fechar os olhos para o que vemos pode ser fatal não somente para nós, mas para a nossa espécie.

Assim me arrisco a entrar num tema que urge ser discutido neste momento: a moral e a ética.
Em se tratando de conceitos filosóficos, seria previsível vasculhar seus fundamentos, mas não quero aqui recorrer a essa fontes, uma vez que estão já se tornando "clichês", por serem sempre a repetição de algo que insiste em residir nos discursos e fugir das práticas.

Melhor que definir o que seria moral e ética é avaliar o que vivemos hoje pelas suas ausências.
Hospitais que nos fazem morrer nas filas por vagas, pais e mães que abandonam e matam seus filhos, policiais e políticos infiltrados no crime, o tráfico de drogas que cresce, se arma e mata os seus usuários e aqueles que atravessam o seu caminho, são sempre bons exemplos da ausência desses valores e que nos chacoalham diariamente com rios de sangue que se esvaem dos noticiários.
Mas apontar o dedo indicador para um "culpado", relata um dito popular, faz com que outros três dedos se voltem para nós.

O mundo é a expressão do que fazemos e cremos.
Mudar esse estado de coisas deve começar pela nossa própria mudança comportamental.
Devemos ser intolerantes com aquelas atitudes que revelam até mesmo pequenos desvios de conduta moral e ética.
Mais do que isso, devemos tomar medidas que tragam um mundo melhor para todos, e não somente para nós.
O egoismo do "eu" a qualquer custo tem trazido comportamentos anti-sociais e está dilacerando o tecido social.

Interessante, e lá vou eu trair o que disse no início e chamar algumas referências: serei breve, prometo. É que me veio à mente o pensamento dos gregos nos tempos em que Platão, Sócrates e outros filósofos viviam a ética em profundidade. Aristóteles, outro filósofo desse naipe, escreveu que "A virtude moral (êthikê)... provém do hábito (ethos), e esse é o motivo inclusive  de ter seu nome (êthikê), proveniente de uma pequena alteração na palavra "hábito" (ethos). Por isso que é também evidente que nenhuma das virtudes morais surge em nós por natureza."(*) 

Seguindo essa lógica, a ética e o hábito estão intimamente relacionados, sendo a ética o resultado do hábito da conduta moral, ou seja, a prática habitual da moral resulta na ética. Para os gregos, ética e moral eram a mesma coisa, uma vez que não se pensava na possibilidade de pensar de uma maneira e viver de outra - a moral estava no plano mental, enquanto a ética era a sua manifestação.

Agir com moral e ética, no meu entendimento, significa viver para o bem da sociedade e pela sua sustentabilidade, entender o "eu" como parte indissociável do "nós" e, para isso, conhecer o "outro" e respeitá-lo, reconhecendo sua dignidade como criatura feita à imagem e semelhança do Criador e, portanto, sagrada.

João Abeid Filho
08/11/2011, revisto em 06/10/2016

(*) A REPÚBLICA DE PLATÃO, J. Guinsburg (org.), Textos 19, Editora Perspectiva, pg 270, apud Aristóteles, Ética Nicomaqueia, II, 1103a 14-19  

Friday, October 14, 2011

E Deus criou o homem à sua imagem...

Resenha sobre o livro: "Ciência e Bioética – Um olhar teológico”, Prof. Doutor Euler R. Westphal

No livro “Ciência e Bioética – Um olhar teológico”, o Professor Doutor Euler R. Westphal discorre sobre o tema da ética no momento em que a biotecnologia nos traz novos desafios que parecem insuperáveis, provocando no leitor uma reflexão incômoda, mas necessária.
A linha de pensamento traz a visão cristã, que serviu de base para nossa cultura e valores éticos até a Idade Média. Observando a Bíblia, no livro do Gênesis, é descrita a criação da seguinte maneira: “E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.”
Se homem e mulher foram criados por Deus à sua imagem, então a humanidade é fruto do sagrado, pensamento presente em toda era cristã até o final da Idade Média.
Entretanto, a partir da Idade Moderna, essa visão teria sido substituída por um modelo conceitual utilitarista segundo o professor Euler, passando o ser humano e os demais seres da criação sendo vistos como “coisa”, cujo valor é atribuído pelo mercado, como objeto de consumo.
A reforma protestante potencializou a visão judaico-cristã, em que o ser humano passa a ser sujeito de seu destino, não mais dependente dos desígnios divinos, sendo que o caminho para a evolução espiritual viria agora através do trabalho, da conquista pessoal, esta então abençoada por Deus.
O desdobramento dessa diferente visão de mundo rendeu mudanças filosóficas que atingiram a ciência e a cultura.
A ciência atual seguindo um modelo com base no pensamento desenvolvido por René Descartes (1596-1650) passaria a separar o ser humano em dois elementos básicos e independentes: o corpo e a mente, res cogitans e res extensa.  Especializando-se então no “corpo”, deixando de considerar a “mente”, afastou-se dos aspectos psicológicos, sociais, ambientais e espirituais.
Assim, o homem-máquina deixa de ser um “sujeito” nas pesquisas e intervenções científicas, passando a ser tratado como um “objeto”.
O corpo visto como uma máquina que deve ser analisada em partes cada vez menores e específicas.
Da mesma maneira a natureza passa a ser vista como um recurso para exploração irresponsável, território de domínio do homem e passível de abusos em nome da evolução da ciência.
Retornando à Bíblia, temos ainda em Gênesis, sobre a criação do homem: “e Deus lhes disse: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a; e dominai sobre os peixes do mar e sobre as aves dos céus, e sobre todo o animal que se move sobre a terra.
E disse Deus: Eis que vos tenho dado toda a erva que dê semente, que está sobre a face de toda a terra; e toda a árvore, em que há fruto que dê semente, ser-vos-á para mantimento.
E a todo o animal da terra, e a toda a ave dos céus, e a todo o réptil da terra, em que há alma vivente, toda a erva verde será para mantimento; e assim foi.”
Esse trecho parece reforçar a relação utilitarista bíblica da relação homem-natureza.
Entretanto, a visão bíblica de sujeição da natureza pelo homem fundamenta-se na sua serventia como mantimento, o que teria influenciado, segundo o professor Euler, o tratamento da Terra como organismo vivo, o que serviu por um longo tempo como limitação para as ações agressivas contra o meio ambiente, e complementa: “Agora o objetivo do conhecimento científico passou a ser o domínio e o controle da natureza, impondo-se uma visão profundamente inimiga da vida humana e da natureza”.
Mas então, como o homem, a partir da Idade Moderna, supre a perda do status de ser sagrado, sujeito e não objeto da ciência?
A tese do professor Euler é de que a ciência teria então ocupado o lugar da religião, desenvolvendo-se nas áreas de maior impacto no desejo humano: a salvação e a vida eterna.
 A salvação através da saúde e a vida eterna a partir do desenvolvimento da biotecnologia.
Cabe agora à ciência a resposta a essas questões, antes vindas de Deus, agora dos laboratórios, dos cientistas e dos genes.
Nessa busca da ciência, entretanto, a descoberta da possibilidade de manipulação genética coloca-nos em uma encruzilhada histórica sem precedentes, pois já se torna realidade a criação de seres, inclusive humanos, manipulados pelos cientistas.
A questão central dessa discussão ética é sobre a alteridade dos seres manipulados. Sobretudo quando essa manipulação tem objetivos mercantis, de maximização do lucro.
O poder de manipulação desperta a eugenia (purificação das raças, incluindo a humana), além de colocar a decisão sobe a vida nas mãos da visão utilitarista, que acaba por decidir por soluções como o aborto, a eutanásia e a distanásia (prolongamento inútil e sofrível da vida através de equipamentos).
A evolução científica já permite inclusive a procriação sem o contato homem-mulher, até mesmo sem a presença do espermatozóide.
“A noção de procriação é substituída pela prática da “re-produção”, como sendo um processo industrial”, ressalta o autor.
A decisão sobre questões desse tipo estão sendo depositadas nos interessados, como às mães, com relação ao aborto, que, segundo o autor, deveria ser tratado como a decisão sobre a vida, o que considera como patrimônio da humanidade, assim como os órgãos e o sangue, que não são vendidos, mas doados.
A questão colocada com destaque nessa análise é o reconhecimento da “dignidade” humana, de animais e de plantas, ou seja, se todo o ser vivente, incluindo o planeta e o meio ambiente.
Mas a “dignidade” é um conceito ligado à mente, à religião, ambos descartados pela visão utilitarista da ciência moderna e pós-moderna.
A noção de “dignidade” é uma confissão de fé, segundo o autor.
Mas a própria igreja, que não se posicionou contra a inseminação artificial, agora se vê em cheque na questão da utilização das células-tronco embrionárias, resultantes de experimentos inseminativos.
A ciência, entretanto, conta com pensadores que defendem a dignidade humana, como citado pelo autor, com  Immanuel Kant (1724-1804), filósofo alemão, que considera que “o ser humano não pode ser transformado em um meio, pois precisa ser visto como um fim em si mesmo”.
Mas essa lógica não é a tônica da modernidade e pós-modernidade, como relatada nesse livro.
O ser humano, sem poder recorrer ao sagrado, recorre à ciência, transformando o cientista em um ser mitológico, depositário de toda a verdade e senhor sobre a vida e a morte – esse é o ponto em que, segundo o Professor Euler, a ciência se transformou em religião.
Ocorre que, na visão do autor, a ciência não tem a possibilidade de assumir esse status e essa questão se agrava com o desenvolvimento da física quântica, que traz ao cientista o princípio da incerteza: a ciência não dá mais conta de si mesma, já não consegue enxergar a verdade, mas tem a consciência de que seus postulados passaram a ser apenas temporários.
Questões que se colocam cujo pensamento mecanicista não mais dá conta, envolvem a necessidade da visão orgânica, holística, da ecologia e das inter-relações do objeto, que agora clama por ser observado como sujeito em seu meio ambiente.
A ciência, assim como o cientista, entra então em crise.
A saída para essa crise seria, segundo o Professor Euler, a visita da ciência ao campo do religioso, do holístico, sobretudo o respeito à sabedoria dos povos, que tornou possível a sobrevivência da espécie humana até os dias presentes.
Por fim, conclui o autor que a “Ciência somente é possível na visão de pontos opostos. Excluir os opostos como possibilidade de trabalho científico empobrece a ciência e a coloca nas amarras da estreiteza analítica. Os pontos distintos para ver a realidade não são excludentes, mas são condição e possibilidade para que se tenha acesso à complexidade da realidade.”
E nesse ponto eu recorro à filosofia oriental, onde o TAO  “ que simboliza a oposição e combinação dos dois princípios básicos - yin e yang - do Universo, é uma grande parte da filosofia básica. Algumas das associações comuns com yang e yin, respectivamente, são: masculino e feminino, luz e sombra, ativo e passivo, movimento e quietude. Os taoistas acreditam que nenhum dos dois é mais importante ou melhor que o outro, na verdade, nenhum pode existir sem o outro, porque eles são aspectos equiparados do todo. São em última análise uma distinção artificial baseada em nossa percepção...”. (Wikipédia).
“Um dos principais ensinamentos do Taoísmo é o do velho dualismo, a competição dos opostos Yin e Yang que seriam duas energias encontradas em todas as coisas e que devem ser mantidas em equilíbrio. O excesso de qualquer uma destas duas energias é por eles considerado danoso. O Taoísmo ensina que quando estas duas forças (Yin e Yang) estão em equilíbrio na personalidade humana, então o perfeito humano ideal existirá” (http://intellectus-site.com).
Com essa visão Taoista, percebe-se que a compreensão do mundo, como o momento requer, não se restringe ao pensamento cristão, mas também se encontra no pensamento oriental Taoista e isso torna o assunto ainda mais interessante para uma futura análise, sendo que registro aqui minha sugestão ao Professor Euler.
Enfim, a leitura é instigante, assim como as polêmicas levantadas, por serem atuais e provocantes.
Cabe ao leitor a análise e a reflexão sobe o tema da ética na visão do religioso e tenho a certeza de que a sua interpretação tornar-se-á mais rica, embora o livro venha com certeza a incomodá-lo.

João Abeid Filho
Mestrado em Patrimônio Cultural e Sociedade – Turma IV
Univille
14/10/2011

Tuesday, September 20, 2011

Ensaio - Junto e Misturado – ou a história de “Ju” e “Mel”



Nome dos Professores:

Euler Renato Westphal
Nadja de Carvalho Lamas
Sueli de Souza Cagneti

Matéria: Pensamento Contemporâneo

Nome da Faculdade: Universidade da Região de Joinville - UNIVILLE

Nome do Curso: Mestrado em Patrimônio Cultural e Sociedade

Turma IV

Nome do Aluno: João Abeid Filho

Data: 29 de setembro de 2011



Resumo
Através de uma menina (“Ju”) e seu cãozinho (“Mel”), discorre-se a narrativa de um extraterrestre que teria vindo para estudar o ser humano e seu comportamento neste momento histórico.
“Ju”, uma adolescente de 14 anos típica, apresenta a visão do ser humano e seus meios atuais de comunicação e entendimento do mundo, enquanto “Mel”, o cãozinho que, na verdade, é um extraterrestre metamorfoseado, tenta compreender esse fenômeno.
Através de narrativas do dia-a-dia desses personagens, procura-se tipificar os conceitos que norteiam a pós-modernidade.

Palavras Chave
Pós-modernidade, internet, literatura.

Introdução
“Mel” é um extraterrestre.
Veio num cometa a caiu num terreno vazio, num bairro brasileiro de classe média.
Não tinha uma aparência definida, pois seu corpo é constituído de ondas apenas.
Mas sua missão é investigar o comportamento dos seres humanos.
“Mel” já estivera antes, por diversos momentos, na Terra.
Afinal, ele é um historiador interplanetário e sua pesquisa de doutorado universal é sobre a evolução dos seres humanos através dos tempos.
Em sua primeira viagem, “Mel” encontrou hominídeos que se comunicavam por uma linguagem primitiva e faziam pinturas rupestres.
Voltou mais tarde, dessa vez numa época em que se construíam pirâmides.
Viu também a proliferação dos livros, depois da descoberta da imprensa, e o seu uso pelos homens.
Da última vez que esteve na Terra, ficou extasiado com as pinturas e estátuas feitas por grandes artistas, alguns deles reconhecidos, outros totalmente ignorados pela história dos homens.
Mas, depois de algum tempo ausente, “Mel” decidiu voltar e conhecer o ser humano de hoje.
Como disse antes, veio sem uma forma definida, mas teve que adotar um modelo visual (ele pode se transformar), que lhe facilitasse a pesquisa.
Mas, como resolver esse problema?
Em outros tempos, podia adotar a forma de um mercador, pois os fenômenos humanos se discorriam em locais públicos como igrejas ou praças.
Mas soube que o homem de hoje se comunica através de computadores e que as grandes interações ocorrem dentro de suas casas, onde acessam o que denominam de “internet”.
Como então ser aceito para poder entrar numa residência e observar sem ser percebido?
- Já sei – pensou – adotarei a imagem de um cãozinho, daqueles bem, bem,... como é mesmo que eles (os humanos) definem? – ah, já me lembrei: “fofinho”.
Foi assim que “Mel” apareceu então na frente de uma casa de classe média brasileira, como um cãozinho da raça Yorkshire.
Latiu, latiu e foi recebido por uma menina, adolescente, de 14 anos, chamada Jú.
Assim começa a nossa história da “Ju” e seu cãozinho “Mel”.

Contextualização: A Pós Modernidade
A escolha desse título (“Junto e Misturado”) deveu-se à constatação de que o jargão parece definir de maneira lúdica e, portanto, didática, o universo temporal da pós-modernidade.
Trata-se de um momento na história em que o ser humano parece revolver a areia de uma praia improvável, em busca de um tesouro inexistente, pois que não pretende encontrá-lo na forma como tradicionalmente se conceberia.
Essa busca desnorteada pelo desconhecido, através, entretanto, do passado, é um dos paradoxos da pós-modernidade.
No modernismo, o homem se desconectou do passado e tentou trazer o futuro para o momento presente. Mas o futuro, simbolizado pelos avanços científicos, prometia trazer a paz, o progresso, o sucesso das sociedades e o prolongamento da vida.
O passado representava os grilhões, as amarras, o fracasso de uma era em que ora a igreja ora o estado manipulavam a vida e a mente da população, com o objetivo do poder e da riqueza de poucos.
Mas também o modernismo fracassou em suas expectativas.
A ciência não trouxe a solução para a fome, a miséria e a qualidade de vida que se esperava. Ao contrário, trouxe às guerras o potencial de destruição do próprio planeta.
Trouxe novas doenças e uma nova forma de escravidão, praticada nas fábricas, onde até mesmo crianças foram submetidas a jornadas de trabalho desumanas.
Trouxe ainda outra ameaça à destruição da vida através de substâncias químicas tóxicas, sistematicamente despejadas nos rios e na atmosfera.
O homem então, desconectado da igreja, desconecta-se agora também da ciência. Não que a ciência não esteja avançando, mas pela sua incompetência na construção de um mundo desejado.
Nas comunicações, a ciência trouxe também a velocidade e o acúmulo do conhecimento.

“É graças à nossa confiança na comunidade científica que acreditamos piamente ser verdade que a raiz quadrada de 2 é 1,41421356237309504880116887242096980785696718753768480717667973799073 (não sei de cor, consultei no meu laptop).” – Umberto Eco - Não contem com o fim do livro – Editora Record - 2010

O conhecimento derruba fronteiras e dissemina as informações, mas torna impossível a sua compreensão em profundidade. Exige do homem a especialização, gerando um processo contínuo de fragmentação.
Assim, as profissões se fragmentam: o médico não consegue trabalhar se não tiver uma especialização, assim como o engenheiro, o advogado, etc.
As verdades também são temporárias: com a mesma velocidade em que são estabelecidas, são superadas e substituídas com a fluidez de um rio cujas águas correm em ritmo acelerado.
Os modelos políticos numa lógica dual – capitalismo x comunismo, situação x oposição – apresentam-se incompetentes em ambas as opções, trazendo comunismos autoritários e capitalismos excludentes.
Em ambas a polaridades, a fome e a morte ainda são presentes em grande parte do mundo.
A globalização impõe modelos baseados na lógica capitalista, fazendo uso da tecnologia para seu próprio proveito, levando a população à alienação, esvaziando o indivíduo.
É possível estar na internet conectado com o mundo, mas esse mesmo universo lhe reduz a uma fração numérica.
O homem pós-moderno carece de identidade, não sabe mais qual a sua missão no mundo – a ele só interessa o presente, o prazer imediato e fluido.
A arte e a literatura, como ferramentas de discussão social, traem então essa incoerência e instabilidade, mas reflete também a busca pela identidade.

“Uma coisa que se revela nos mitos é que, no fundo do abismo, desponta a salvação. O momento crucial é aquele em que a verdadeira mensagem de transformação está prestes a surgir. No momento mais sombrio surge a luz.” – Joseph Campbell – O Poder do Mito – com Bill Moyers – Editora Palas Athena - 2008

É na busca do passado que ocorre a jornada em busca dessa identidade, mas o passado re-visto, relido e re-significado.
Porque até mesmo o passado, da forma como é transmitido nas escolas e nas instituições, passa a ser altamente questionado e discutido.
A arte e a literatura então trazem o passado e “zombam” dele, mostrando uma identidade flutuante, signo da angústia humana.
Escancaram uma mensagem crítica cáustica e provocativa, na tentativa de provocar mudanças e de acordar o homem para o seu valor intrínseco e particular – acordar enfim o indivíduo.

“Ju”    e “Mel”  – o dia-a-dia
 “Ju”   e “Mel”  tornaram-se inseparáveis.
“Mel” precisa da “Ju”  para se alimentar e se aproximar do computador, um lap top que vive no colo da “Ju”   , enquanto que esta não consegue viver sem o seu cãozinho de estimação.
“Mel” se aconchega a “Ju”   no sofá de sua casa, onde ela acessa e tecla sem parar o Orkut, MSN e alguns sites sobre assuntos da cultura popular.
“Mel” se lembra que a literatura surgiu para transmitir histórias para as gerações futuras, como crítica à sociedade e também para tentar solucionar os mistérios da vida e da morte.
Mas, observando “Ju”  , “Mel” encontra ícones na telinha o Laptop que lembram a comunicação visual medieval.
Esses ícones são acessados rapidamente, levando a outros pontos, outros assuntos, outros contatos, outras pessoas – a essa mágica dá-se o nome de hyperlink.
As telas se desenrolam como os antigos papiros, mais de um espaço virtual é observado pela “Ju”  , que tecla sem parar, num ritmo frenético, enquanto ri às gargalhadas com o que lê, muitas vezes frases no Twiter ou um vídeo enviado por uma colega da escola onde estuda.
O vídeo pode ser uma cena filmada no outro lado do mundo, alguém que cai, coisas divertidas do ponto de vista, é claro, de quem assiste.
“Mel” nunca imaginou que uma garota de 14 anos pudesse acessar tanta informação ao mesmo tempo.
Mas percebe também que as informações não são sempre confiáveis.
Além disso, são apenas informações rápidas, mostrando apenas os apelos mais chocantes – “Ju”   não vai além dos títulos e algumas linhas – rapidamente pula para outra informação, nada pode ser aprofundado.
Uma possível razão seria o tempo: há tanta informação que não seria possível se ater em profundidade em todos os assuntos.
“Mel” percebe que mais importante que se aprofundar é estar em dia com as notícias mais atuais, pois isso a coloca “dentro” do mundo.
Além do grande volume de informações que acessa, existe também o fator da simultaneidade: são todas lidas rapidamente, junto com conversas on-line com mais de uma pessoa.
A questão da possibilidade que “Ju”   tem em acessar a informação que lhe interessa traz uma situação nunca antes vista em suas viagens passadas a Terra: uma adolescente de 14 anos pode selecionar (e o faz com intensidade e freqüência), qual o assunto, site e pessoas com quem deseja contatar.
Ela também se comporta e se apresenta de uma forma padronizada nesse novo momento da Terra.

“A partir dos anos 1903-1905, forma-se uma nova linguagem do cinema, que convém absolutamente conhecer. Muitos romancistas acham que podem passar da escrita de um romance para a de um roteiro. Estão enganados. Não vêem que esses dois objetos escritos – um romance e um roteiro – utilizam na realidade duas escritas diferentes. A técnica não é de forma alguma uma facilidade. É uma exigência. Nada mais complicado que fazer uma peça de teatro para o rádio.” – Jean Claude Carrière - Não contem com o fim do livro – Editora Record - 2010

A constante evolução dos meios de comunicação exige o esforço na criação de novas linguagens.
Por exemplo: a “Ju” não escreve como antes se escreviam as cartas, mas existe uma linguagem própria e que os “internautas” estipularam como um código e inclusão digital. Então, uma frase como “eaê... quer tc.. tem Orkut?” é muito coerente nesse novo mundo.
Ah o Orkut... Um álbum obrigatório onde se colocam frases de apresentação pessoal e fotos, se possível feitas em estúdio. A apresentação no Orkut é mais importante que a realidade – vale tudo para se apresentar bela no Orkut.
O imaginário mundo virtual é mais importante que o chato mundo real. No real, “Ju” precisa estudar ir à escola, ajudar a mãe na faxina doméstica, coisas muito chatas, mas no virtual, ah, é possível encontrar pessoas, divertir-se muito, enfim, é esse o mundo interessante.



Outra coisa interessante e intrigante para “Mel”: o Youtube.
“Ju” entra no Youtube e assiste cenas incoerentes, como alguém cantando uma música com letra errada e desafinando ao ponto do ridículo. A reação: uma longa e alta gargalhada e rápido repasse do link para suas colegas “on line” no MSN.


Não existem histórias coerentes, o que vale é o bizarro, pois é engraçado.
Outra coisa importante: rir não basta – é preciso gargalhar e em tom alto – não só as colegas no MSN têm que ouvir, mas o som deve ecoar na casa toda.
Seria uma forma de comunicação com a sua mãe, que estaria em outro cômodo da casa e alheia ao que ocorre na telinha?
Mas tem também o rádio, que tem que estar na FM onde passa um programa denominado “Pânico”.
Nessa emissora, que tem que ser ouvida toda vez que a “Ju” é levada de carro pela mãe à sua escola, existem personagens estranhos, como o Fred Mercury Prateado, o Silvio Santos do Pânico, enfim, personagens descontextualizados, que se apropriam de outros conhecidos historicamente, mas com outro tipo de comportamento.
Existem também os personagens de rápidas histórias da rádio como o super-herói Homem Cueca, casado com a Mulher Calcinha e pai do Menino Frauda e o Doutor Pimpolho, um chefe tirano e sádico.
“Ju” não ri das histórias – quem tem que se segurar é ”Mel”, pois elas são de fato engraçadas, mas não conseguem atrair a atenção da “Ju” – apesar disso, é preciso manter a rádio ligada e nessa emissora - sempre.
“Mel” percebe que, fazendo uma síntese do dia-a-dia de “Ju”, é possível dizer que ela acorda tarde, vai para o Laptop e liga a TV – muitas vezes faz isso enquanto atende o celular.
Na TV existem os programas certos, vídeo clips e séries adolescentes – sempre os mesmos.
Perto do meio dia ela toma banho, almoça e vai para a escola.
No caminho, o rádio tem que estar ligado na FM de sempre.
Na volta da escola, no final da tarde, novamente liga a TV e põe o Laptop no colo.
Ah, ia me esquecendo: sempre com “Mel” ao seu lado.
A enorme autonomia conferida a uma menina tão jovem é, ao mesmo tempo, relevada pela tirania da cultura globalizante: é possível escolher, mas desde que sejam os mesmos canais mediáticos considerados atuais pelos seus colegas e amigos.
“Mel” imagina se a Terra fosse vítima de uma erupção solar, por exemplo, em que todos os sinais magnéticos e ondas fossem paralisados: o que aconteceria com a “Ju”?



O Oráculo
Ah, sim, como poderia me esquecer !!!! Existe um super oráculo.
Esse oráculo é fonte de toda pesquisa, responde de pronto todas as questões.
“Ju” recorre a ele sempre que precisa de alguma informação.
O nome desse oráculo é “Google”.
Mas ele não é sempre fiel: muitas vezes as informações vêm em um número tão grande de endereços de consulta na telinha do Laptop que fica impossível saber em qual informação se poderia confiar.
Mas isso é irrelevante: se está no “Google”, está respondido.
Simples assim e rápido como se requer na contemporaneidade.




Mas o volume de informações é extremo, assim como as fontes nem sempre confiáveis, criando milhares de páginas no “Google” para a pesquisa.

“JCC: Mas agora que dispomos de tudo sobre tudo, sem filtragem, de uma soma ilimitada de informações acessíveis em nossos monitores, o que significa a memória? Quando tivermos ao nosso lado um criado eletrônico capaz de responder a todas as nossas perguntas, mas também àquelas que não podemos sequer formular, o que nos restará para conhecer? Quando a nossa prótese souber tudo, absolutamente tudo, o que devemos aprender ainda?
UE: A arte da síntese.
JCC: Sim, e o próprio ato de aprender. Pois aprendemos a aprender.” Jean Claude Carrière e Umberto Eco - Não contem com o fim do livro – Editora Record - 2010

A Velocidade
“... E cada nova tecnologia implica a aquisição de um novo sistema de reflexos, o qual exige novos esforços, e isso num prazo cada vez mais curto. Foi preciso quase um século para as galinhas aprenderem a não atravessar a rua. A espécie terminou por se adaptar Às novas condições de circulação. Mas não dispomos desse tempo.” – Umberto Eco - Não contem com o fim do livro – Editora Record - 2010

O tempo em que uma forma de comunicação de mantém atual é cada vez menor.
Os computadores se multiplicaram, existindo hoje os de mesa, os Laptops, os Netbooks, os e-riders, os I-phones, os Tablets, os smartphones, etc...
Todos com acesso às redes sociais.
Mas até mesmo os formatos de comunicação são mutáveis: os e-mails são cada vez menos utilizados pelos jovens, que se valem das redes sociais, do Twiter e do MSN para se comunicarem.



Conclusão: Relatório de “Mel” aos seus alunos intergalácticos
“Mel” relata suas conclusões sobre o momento presente na Terra.
O homem parece ter chegado a um momento em que o conhecimento supera e muito sua capacidade de absorção.
O novo desafio é a escolha de uma parte do conhecimento humano e se desenvolver nele.
Assim, o conhecimento se fragmenta.
O modelo capitalista impõe uma homogeneização no comportamento, influenciando na maneira de falar, de comportar-se, de vestir-se e os gostos musicais e literários
Até mesmo a alimentação é padronizada.
Mas esse cenário cria o esvaziamento do indivíduo, que, igualado às massas, busca uma identidade perdida em sua história esquecida.
A dessacralização e a morte da cultura local, como o folclore, eliminam a culpa e o medo, dando ao homem uma autonomia nunca antes experimentada.
A alteridade é igualmente eliminada, pois que os outros são todos iguais (massificados), tornando o homem frio, egoísta e voltado para o prazer imediato – o prazer pelo prazer.
Não se espera nada do futuro.
O passado é a última fonte de identidade, mas precisa ser revisto e re-significado, pois que é constantemente questionado pelos cientistas especializados.
Também as novas descobertas exigem novos esforços na iniciação a uma nova linguagem, numa velocidade alucinante.
O que se espera da ciência é a eternidade juvenil e a beleza física – o corpo é a fonte do poder.
A morte do sagrado traz suas conseqüências e ameaça o homem à deriva, mas esse desconforto o obriga a buscar em suas raízes a real razão de sua existência.
Assim, Junto e Misturado torna-se a melhor descrição para a Pós Modernidade terrestre. O medieval servindo de fonte para a comunicação iconográfica, a tecnologia revirando o passado para atenuar a amnésia que esvazia o indivíduo, o presente servindo como objetivo último da existência humana.  


Referências
Campbell, Joseph – O Poder do Mito com Bill Moyers - Editora Palas Athena – 2008
Eco, Umberto – Carrière, Jean Claude – Não contem com o fim do livro – Editora Record - 2010

Wednesday, August 10, 2011

Histórias de crianças

omentei em uma aula de Literatura, que, quando criança, ouvia minha mãe dizer que "Deus escreve certo por linhas tortas".
Mas eu entendia ela dizer: "Deus escreve certo por minhas tortas" - e ficava pensando o que isso queria dizer.
Minha mãe, uma notável cozinheira, seria abençoada por Deus por suas "tortas"?
Achei que minha história era engraçada, mas o que ocorreu foi que outros colegas trouxeram histórias semelhantes.
Uma colega contou que, ao ouvir a oração do "Pai Nosso", entendia a frase "não nos deixeis cair em tentação" como: "não nos deixei cair a dentição". Imaginava que era preciso rezar para não perder os dentes.
Por fim foi comentado que muitas crianças tinham medo do "Malamém", pois na última frase da oração diz-se: "Livrai-nos do Mal Amém"....
Apesar de engraçado, fica a questão de como as crianças recebem as informações impostas, sem explicações por parte dos adultos, repetindo frases como "papagaios", somente para satisfazer uma suposta "obrigação".
Isso pode se estender à educação, quando "decorar" acaba sendo a única forma de se passar em provas e alcançar diplomas.
Um assunto polêmico para reflexão.


Monday, June 20, 2011

Eficiência Energética: por que não em Joinville?

Publicado no Jornal A Cidade - Joinville, 20 de junho de 2011
http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/home.jsp?localizador=A%20Noticia/A%20Noticia/Leitor-reporter/7317&secao=detalhe
  • João Abeid Filho | rotadovento@yahoo.com.br

     No dia 13 de junho passado, esteve na Acij o presidente da Celesc, Sr Antônio Gavazzoni, ocasião em que anunciou que aquela empresa investirá R$115 milhões de reais na região de Joinville, nos próximos quatro anos.

    Os investimentos anunciados referem-se a obras de infra-estrutura elétrica, para garantia de atendimento à demanda pela chegada de novas empresas na região, além do esperado crescimento previsível para o setor elétrico.

    O que poucos sabem, entretanto, é que existem mais recursos destinados a Eficiência Energética.

    A Aneel (Agência Reguladora de Energia Elétrica), estabelece, em seu contrato de concessão com a Celesc, que, do Resultado Operacional Líquido Anual – ROL, sejam destinados 0,5% em ações de Eficiência Energética.

    Essas ações têm como finalidade o investimento na eficiência energética em prédios públicos, hospitais e ONGs e principalmente (60% desse montante), para atendimento a famílias beneficiadas com o Cadu – Cadastro Único (Bolsa Família).

    Em Joinville, existem cerca de 16.000 famílias que poderiam ser beneficiadas por esses recursos.

    A Celesc tem investido em diversos municípios de Santa Catarina, mas, estranhamente, não investe em Joinville.

    Para se ter uma idéia, este ano, nas palavras do próprio presidente da Celesc, estão sendo investidos R$58 milhões de reais – (nenhum valor para Joinville até este momento) – de um total de R$200 milhões a serem investidos nos próximos 4 anos.

    O que poderia ser feito com esse recurso (que já está sendo feito em outros municípios):

    - substituição de lâmpadas, geladeiras e chuveiros por modelos eficientes, para cada uma das 16.000 famílias que recebem o Bolsa Família no município.

    Outros benefícios podem vir associados ao projeto, como fazem outras concessionárias de energia no país, como o investimento em cursos profissionalizantes para a população de baixa renda, por exemplo.

    Estive no evento e perguntei ao Sr Gavazzoni se Joinville seria atendida, obtendo a resposta de que a Celesc pretende sim investir na cidade com esses recursos.

    Pela experiência que tenho de trabalho no setor elétrico, entendo que cabe agora ao poder público municipal bater às portas da Celesc e cobrar esse investimento.

    Afinal, Joinville é a maior cidade do estado em população, estou certo?


    Administrador, Consultor e Professor

Wednesday, June 01, 2011

Eficiência Energética


A busca da sustentabilidade, tanto por parte dos indivíduos quanto por parte das empresas, é algo que sempre ocorreu e baseia-se em dois princípios básicos: a rentabilidade e a redução de custos.
O reconhecimento dos limites dos recursos planetários trouxe à sustentabilidade outro princípio igualmente importante: o uso consciente e responsável desses recursos, visando trazer às gerações futuras, um mundo igual ou melhor que o nosso, do ponto de vista da qualidade do meio ambiente.
No que se refere à energia, sabe-se que a sua obtenção, com o atual conhecimento científico, envolve sempre algum tipo de impacto ambiental.
Até mesmo as usinas eólicas podem causar a desertificação, por espantar pássaros e insetos, comprometendo a polinificação.
O problema é que a nossa sociedade não seria mais viável sem a energia, mas se ela não for utilizada com novos paradigmas, também não terá lugar neste mundo, tornando-o cada vez mais inóspito.
No Brasil, o PROCEL – Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, criado pelo governo em 1985, atua desde então com esse tema.
Hoje, o conceito de “conservação de energia”, não mais é utilizado, pois energia não pode ser “conservada”.
“Eficiência Energética” é o nome atualmente utilizado, pois reflete melhor o que se busca: o uso da energia de forma que os impactos ambientais sejam mitigados, sem que isso venha a privar a sociedade dos benefícios mais que necessários, muitas vezes vitais.
Vitais sim, pois se repentinamente fôssemos privados da energia, um caos se estabeleceria, resultando em risco para a vida de grande parte a população mundial.


Mas, como buscar a “Eficiência Energética”?

Se você é empresário, sua busca pela redução de custos deve ser constante, sendo a energia um dos recursos a serem administrados de forma a obter o máximo de benefícios com o mínimo de investimentos.
As novas legislações ambientais trarão cada vez mais custos para quem insistir em desperdiçar ou não souber descartar seus dejetos industriais, causando impactos ambientais.
Empresas com fornecimento em alta tensão já desfrutam de um mercado livre, o que lhes dá maior poder na negociação com as empresas distribuidoras de energia elétrica.
A busca de produtos cada vez mais eficientes traz um momento de grande pesquisa e de novos lançamentos freqüentes.
É preciso portanto buscar sempre o melhor fornecedor e a melhor alternativa energética, o que pode variar a todo momento, exigindo dos administradores uma atenção permanente sobre o que se oferece no mercado.


Mas e quanto à população?

As famílias não desfrutam de um cenário de escolhas: são o que se conhece como “mercado cativo”.
Sem a opção pelo fornecedor de energia, precisam ficar atentos aos produtos, às formas de utilização eficiente e aos seus direitos como cidadãos, garantidos por lei e algumas vezes desconhecidos.
Vamos então tratar de cada um desses aspectos.

Produtos eficientes

Toda vez que você for comprar um equipamento elétrico, preocupe-se com o seu consumo de energia.
Alguns produtos podem apresentar o “Selo PROCEL”: significa que foram testados pelo INMETRO e apresentam uma avaliação sobre o consumo em sua categoria de produto.
Mas atenção: um produto com Selo PROCEL deve apresentar a classificação “A”, de uma escala de “A” a “E”.
Além disso, é preciso entender que a classificação é feita por categoria de produto.
Assim sendo, um refrigerador duplex com classificação “A”, pode ter um consumo maior que um outro, e uma porta, pois pertencem a categorias diferentes.
Mas nem todos os equipamentos possuem essa avaliação.
Nesse caso, é preciso saber a “potência em Watts” do equipamento.
Isso porque o consumo mensal, que vai significar o quanto em reais você terá que pagar, é o resultado da “potência em Watts” vezes o “tempo de utilização” desse equipamento.
Procure sempre produtos pela sua potência em Watts – afinal, você já faz isso com outros produtos, como quando compra um automóvel e avalia o seu consumo de combustível como parte decisiva no fechamento do negócio.

Formas e Utilização Eficiente

Como foi dito nas linhas anteriores, o consumo mensal de energia é o resultado da “potência em Watts” do equipamento, vezes o “tempo de utilização” desse equipamento.
Usar de forma eficiente significa então reduzir a potência em Watts dos equipamentos, ou o tempo de utilização desses equipamentos, ou ainda, se possível, as duas coisas.
Mas como reduzir o tempo de utilização dos equipamentos elétricos?
Vamos discorrer sobre cada equipamento elétrico em sua casa.

Lâmpadas
As lâmpadas incandescentes partem de 40 Watts e vão até 200 Watts normalmente em uma residência.
Substitua-as por modelos fluorescentes, que iluminam de mesma forma, mas com um consumo que parte de 15 Watts até 30 Watts.
As lâmpadas em LED são ainda mais eficientes, partindo de menos e 1 Watt de potência.
É preciso entretanto analisar o custo x benefício da troca, considerando o valor a ser investido, a energia a ser economizada e o tempo de duração dessa lâmpada.
Aproveite ao máximo a luz do dia e mantenha apagadas as luzes em locais onde ninguém estiver presente.

Televisão, DVD, Blue Ray, Video Games
Mais uma vez, optar por produtos com menor potência, mas mantê-los ligados apenas enquanto estiverem sendo utilizados.
Se estiverem desligados, retire-os também da tomada: na tomada, mesmo desligados, consomem energia para manterem-se no estado conhecido como “stand by”.
Além disso, tirá-los da tomada pode salvá-los de descargas elétricas na rede, evitando queimas que nem sempre são cobertas pela distribuidora de energia.
E lembre-se que ninguém precisa da TV ligada enquanto está no computador.

Chuveiro
Opte por chuveiros híbridos, compostos por coletores solares e chuveiros elétricos com manuseio eletrônico de temperatura.
Existem muitos modelos no mercado e alguns com tecnologias sociais, com custos bem reduzidos.
O chuveiro tem alta potência e vale a pena investir um pouco mais na compra, pois o resultado nas contas mensais são significativos.
O tempo no banho deve ser também alvo de atenção: reduza-o ao mínimo necessário, entre 4 e 10 minutos, no máximo.
Enquanto estiver se ensaboando, desligue-o, religando para então tirar o sabão do corpo.


Geladeira
Procure modelos com Selo PROCEL classe “A”  e troque a sua geladeira antiga por uma nova – a redução no consumo mensal pode algumas vezes cobrir um carnet de pagamentos por um modelo novo.
A geladeira é uma “máquina de fazer frio”. Assim sendo, mantenha-a em locais distantes do sol, longe de janelas e do fogão – tudo o que estiver próximo dela e gerar calor, fará com que o seu motor funcione mais do que deveria, aumentando o consumo e reduzindo sua vida útil.
Não forre as prateleiras internas: elas são vazadas por um motivo técnico que é manter o ar interno em circulação.
Não coloque nada em sua parte traseira para aquecer ou secar: isso força o motor, exige mais trabalho, maior consumo e menor vida útil.
Verifique as borrachas de vedação: com um pedaço de papel, feche a porta travando-o e então tente removê-lo – se você conseguir fazê-lo com facilidade é porque a vedação não está boa e deve ser trocada a borracha da porta.
Alimentos quentes e líquidos destampados também devem ser evitados – tampe os líquidos e espere os alimentos esfriarem antes de colocá-los na geladeira.


Máquina de lavar e ferro de passar roupas
Ambos devem ser utilizados observando-se a regulagem sugerida pelos fabricantes.
Também as máquinas de lavar roupas possuem Selo PROCEL – compre-as com classificação “A”.
Junte as roupas para lavar e passar, de forma que utilize a máquina de lavar roupas e o ferro elétrico apenas uma vez por semana, ou quando ocuparem todo o volume da máquina.

Fiação elétrica
Há alguns anos, não havia microondas, computadores domésticos, DVD, blue Ray, vídeo games e tantas outras invenções que hoje utilizamos diariamente.
As residências não foram dimensionadas para esse tipo de consumo.
Na grande maioria das vezes, existem poucas tomadas e as pessoas acabam por utilizar-se de benjamins.
Isso pode causar incêndios, pelo superaquecimento dos fios na parede, que não foram dimensionados para essa nova carga, além de causar um desperdício de energia pela dissipação de calor.
Rever as instalações elétricas pode trazer redução no consumo e, mais importante, segurança para a sua família.

Direitos
Observar seus direitos é algo que muitos não fazem.
Muitas vezes por desconhecê-los.
Algumas dicas para você melhorar sua relação com a distribuidora de energia, trazendo-lhe vantagens econômicas e financeiras:
- Tarifa: a tarifa residencial é mais cara que a comercial, assim como o imposto ICMS: se você tiver um comércio em casa, procure a tarifa comercial e sua conta ficará menor.
- Tarifa Social: se você é beneficiado com algum programa do governo como Bolsa Família, tiver o Número de Inscrição Social – NIS, procure sua distribuidora de energia, pois você tem direito à Tarifa Social, com custo menor.
- Data de vencimento das contas mensais: você pode optar por outra data de vencimento para a sua conta de luz e a distribuidora é obrigada a lhe fornecer alternativas. Escolha uma data que esteja mais de acordo com o dia em que recebe seus pagamentos, assim você evita pagar contas com atraso e, assim sendo, evita o pagamento de multas.
- Substituição de lâmpadas, geladeiras, reformas nas instalações elétricas internas: se você é beneficiado com algum programa do governo como Bolsa Família, tiver o Número de Inscrição Social – NIS, procure sua distribuidora de energia, pois você tem direito a esses serviços “gratuitamente”. As concessionárias são obrigadas a fazer investimentos como esses e você pode ser contemplado em algum momento. Também podem ser oferecidos cursos profissionalizantes, palestras e outros benefícios.
- Mudou-se para uma casa com dívidas de energia elétrica deixadas pelo morador anterior? Elas não são suas e você deve provar para que não lhe sejam imputadas. Basta um contrato de locação ou e compra de um imóvel com a data de sua mudança para o local. Se você mora em um imóvel ainda não regularizado e, portanto, sem condições de registro em cartório de contratos, procure a associação de moradores e obtenha instruções sobre como comprovar sua mudança.

Mais informações? Entre em contato com João Abeid Filho pelo e-mail: rotadovento@yahoo.com.br, para esclarecimentos e palestras.



Saturday, May 14, 2011

Joinville e os sambaquis

O que são "sambaquis"?


Sambaqui (do tupi tamba'kï; literalmente "monte de conchas"), também conhecidos como concheiros, casqueiros, berbigueiros ou até mesmo pelo termo em inglês shell-mountains, são depósitos construídos pelo homem constituídos por materiais orgânicos, calcáreos e que, empilhados ao longo do tempo vem sofrendo a ação de intempérie; acabaram por sofrer uma fossilização química, já que a chuva deforma as estruturas dos moluscos e dos ossos enterrados, difundindo o cálcio em toda a estrutura e petrificando os detritos e ossadas porventura ali existentes.
São comuns em todo o litoral do Atlântico, sendo mais raros no Pacífico[carece de fontes?], mas notando-se exemplares até no norte da Europa. O formato varia do cônico ao semi-esférico, a altura pode ser de menos de um metro ou até de 15 metros, também podendo se estender por longas áreas em termos de comprimento.

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Sambaqui






Sambaqui Rio Comprido e o museu contemporâneo

Berço de uma concentração recorde de sítios arqueológicos, Joinville deixou-se levar por uma cultura global, desassociada de sua historicidade, voltada para o consumismo presente nas grandes cidades do mundo atual. A população parece não ter ciência desse cenário da pré-história brasileira, onde habitantes  povoavam elevações construídas pela sobreposição de conchas e moluscos, os conhecidos “sambaquis”. O número de sambaquis na região, em torno de 40, deveria trazer os olhares do mundo, transformando Joinville em roteiro para um turismo acadêmico e, por que não, comercial. No sambaqui Rio Comprido, são constantes as reclamações sobre a falta de limpeza e da frequência de usuários de droga – ameaças à saúde e também à segurança pública.
Segundo Ulpiano Bezerra de Menezes,“O real enquanto linguagem passou e certamente continua passando para muitos, pela verdade signíca da codificação. Ou seja, o real somente assim é considerado porque existe uma interpretação sobre ele, tornando-o passível de ser interpretado como algo que é considerado a realidade”.

Em que medida portanto a sociedade percebe a necessidade da preservação dos sambaquis?

Esse parece ser o ponto em questão: sem o olhar voltado para o patrimônio arqueológico, os efeitos sofridos pela população atual são o abandono do espaço e de sua necessária urbanização, por parte justamente daqueles que legislam sobre o seu tombamento e preservação.

O professor doutor em antropologia cultural Mássimo Canevacci realizou palestra na Univille no dia 31 de março passado, onde trouxe aos presentes o conceito da “comunicação museal”. Segundo Canevacci, os museus se manifestam dentro e fora dos espaços museais, especialmente nos interstícios urbanos.  São interstícios os fragmentos da cidade onde se criam experiências transformadoras. O museu contemporâneo deve criar movimento cultural, partindo das “raízes” às “rotas”, ou seja, trazendo a história como fonte inspiradora da evolução.
Dessa forma, poderia o sambaqui Rio Comprido tornar-se um museu contemporâneo ao céu aberto?
O investimento em ações educativas no sambaqui Rio Comprido nos anos de 1997 e 1998, por parte do Museu Arqueológico de Sambaquis de Joinville e da Escola Municipal Dom Jaime de Barros Câmara, demonstrou que a educação pode trazer o envolvimento da população, criando o que seria esse “movimento cultural”. O que originariamente tratava-se de levar à comunidade o reconhecimento do espaço arqueológico trouxe ações de limpeza voluntária e melhoria no desempenho escolar dos alunos. A descontinuidade do projeto, entretanto, apaga a cada ano o elo que se construiu, levando a sociedade de volta à utopia da metrópole padrão, sem passado e sem preocupação responsável para com o futuro.
É preciso, portanto, retomar os investimentos em educação, musealizar o sambaqui no conceito do movimento cultural e então trazer de volta os olhares para o patrimônio arqueológico de valor inestimável para Joinville e para toda a humanidade.


João Abeid Filho
Curso de Mestrado em Patrimônio Cultural e Sociedade – Turma IV
08/05/2011


Poesia Sambaquiana

o passado e o presente se misturam, mas não se percebem

o tribal e o virtual separam-se no tempo

enquanto o povo atual sonha com a eternidade, o povo
sambaquiano já a alcançou

na paisagem da baia da
Babitonga, buzinas e sons polifônicos abafaram os silvos e os rituais

mas não apagaram os sinais, deixados para zombar do tempo



autor: João Abeid Filho, em 10/05/2011 





Tuesday, February 15, 2011

A luz que veio das comunidades

Um dos meus filhos, em seus momentos de rebeldia adolescente, engravidou uma jovem.
Em princípio o fato causou em mim um sentimento novo: eu seria avô.

Mas o desenrolar da história me traria muitos outros sentimentos.

No princípio ele não queria admitir, mas a razão veio aos poucos se instalando em seu coração rebelde, mostrando um filho igualmente surpreendente para mim.

Não houve pedido de DNA, apesar da jovem ser já mãe de outras duas crianças e ter um histórico no mínimo suspeito.

Ele assumiu apenas pelo fato da possibilidade - não queria ver outra criança sem pai neste mundo, igual a tantas que conhecemos e ficamos sabendo por aí.

Esse sentimento trouxe muito orgulho para mim, pelo fato de ter conseguido participar de sua educação e ver agora uma resposta tão humanitária.

Após algum tempo descobrimos, o endereço da jovem.

Fizemos contato e a conhecemos logo após o parto.

O bairro onde morava, o Residencial Vila Olímpia em Campinas era novo, e foi formado para migrar famílias antes moradores em áreas de risco ambiental.

As casas todas iguais, os nomes das ruas remetendo a esportes, como "Rua do Voleibol", "Rua do Tenis", "Rua do Judô", etc.

A jovem morava com a mãe.

Ali estava meu neto, em meio a uma comunidade, no meio do povo que eu aprendi a conviver durante tantos anos.

Meu filho, apesar de assumir a criança, sua decisão não incluiu a aceitação da mãe como sua mulher.

Foi feito um acordo: dias de semana com a mãe e finais de semana com meu filho.

Como meu filho morava comigo, eram fins de semana comigo também.

Um tempo após, fui chamado por uma assistente social que atendia o bairro para a solução de um problema sério: a empreiteira que construiu as casas empregou materiais sub dimensionados e muitas delas apresentavam problemas elétricos, com riscos de incêndio.

Por um acaso do destino, havia uma empreiteira em campo realizando reformas nas instalações elétricas em bairros na cidade e eu pude negociar o bairro para atendimento.

Foram reformadas muitas casas e, na sequencia, pudemos levar mais benefícios, como geladeiras, chuveiros econômicos e lâmpadas para as famílias.

As dívidas foram negociadas, alguns moradores conseguiram emprego nas empreiteiras e cursos profissionalizantes foram levados ao bairro.

Havia ainda um sonho: as ONGs que atuavam no local e a assistente social ansiavam pela montagem de uma sala de informática.

Consegui direcionar recursos que, somados ao esforço dos demais atores sociais, propiciaram a criação da sala de informática.

Não apenas da sala, mas das aulas gratuitas para a população.

No dia da inauguração uma surpresa: a sala de informática ganhou o meu nome, com a frase que criei - "Mais do que conhecimento, aqui se cultivam valores".

Adotei aquela comunidade de forma voluntária, e tenho ajudado em ações sociais por minha própria decisão, com doações e trabalho voluntário.

Meu neto, que mora no bairro durante a semana, está crescendo e se tornando uma luz em minha vida.

O lider do bairro, Lúcio, um rapaz que luta em sua cadeira de rodas para manter a comunidade unida e assistida, tornou-se um amigo.

Há pouco tempo o vi trabalhando numa calçada, construindo mosaicos.

Sua luta dentro da comunidade se junta à luta pela sobrevivência fora dela, sem descanso, sem tempo para olhar para suas limitações físicas - superação.

Essa foi talvez a história mais marcante em minha jornada pelas comunidades.

Um neto meu nascido no meio do povo que aprendi a amar, um presente especial trazido para me iluminar, não só a mim, mas ao meu filho.

E, como todo o avô que se preze diria: ele é adorável.

Friday, February 11, 2011

Currículo

Currículo


Dados Pessoais

João Abeid Filho
Brasileiro
data de nascimento: 04-07-1959

Rua Satyro Loureiro, 70
Bairro Iririu – Joinville/SC
Fone residencial: 47 3207-3638
Celular: 47 8410-6971
e-mail: rotadovento@yahoo.com.br
Objetivos

Desenvolvimento (criação, implementação e gestão) de Projetos na área de Eficiência Energética.
Desenvolvimento de Projetos Sócio-Educativos e de Responsabilidade Social e Sustentabilidade (criação, implementação e gestão).
Atuar como professor em universidades e instituições de ensino formal e não formal.
Capacitação, Educação não Formal, Treinamento e gestão de pessoas. Atendimento a clientes e Intervenção em Comunidades.
Realização de palestras, seminários e eventos.
Avaliação de Impacto e Retorno Financeiro de Projetos Sociais.

Qualificações

Experiência em desenvolvimento, implantação e Gestão de projetos de Eficiência Energética (há 10 anos), Sustentabilidade e Responsabilidade Social.

Experiência em elaboração e ministrando cursos, palestras e oficinas pedagógicas.

Habilidade em desenvolvimento e implantação de projetos de Marketing Social e Projetos Sociais, e em gerenciamento de equipes.

Avaliador de impacto e retorno financeiro de projetos sociais.

Planejamento, desenvolvimento, implantação e gestão de programa de educação não formal.

Experiência profissional voltada à excelência no atendimento a clientes, especialmente os mais críticos e em todos os canais e segmentos.

Experiência em Call Centers , em criação e monitoramento de cursos e palestras.

Experiência em vendas. Facilidade em negociação e relacionamento interpessoal e profissional.

Usuário de informática, conhecedor de todos os softwares do Office (Windows, Power Point, Excel, Banco de Dados Access, etc. ) e internet. Conhecimento e uso regular de sistemas operacionais de licença livre, como Open Office.



Idiomas

Proficiência em Lingua Inglesa, atestada em exame realizado pelo Departamento de Letras da Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE, em 05 de julho de 2011.




Graduação

Instituição: UNIVILLE – Universidade de Joinville. SC
Curso: Mestrado em Patrimônio Cultural e Sociedade
Ano de conclusão: 2013

Instituição: Instituto Paulista de Ensino e Pesquisa – IPEP
Curso: Pós Graduação “Lato Sensu” em Marketing
Ano de conclusão: 1997

Instituição: Pontifícia Universidade Católica de Campinas – PUCCAMP
Curso: Administração
Ano de conclusão: 1987


Cursos e Especializações

Instituição: Fundação Getúlio Vargas – FGV
Curso: Sustentabilidade no Dia a Dia – Nível de Atualização (5 horas) – ano de conclusão: 2011

Instituição: UNICAMP/ FE/ DECISE
Curso: Tópicos especiais em ciências sociais aplicadas á educação – Nível de Extensão Professoras: Patrizia Piozzi e Aparecida Neri de Souza - 1º. Semestre, 2006

Instituição: Fundação Getúlio Vargas – FGV
Curso: Sociologia – Nível de Atualização (30 horas) – ano de conclusão: 2010

Instituição: Comissão de Direitos Humanos e Escola de Formação do Servidor Público Municipal “Álvaro Liberato Alonso Guerra”
Curso: Curso de Conselheiros em Direitos Humanos – ano de conclusão: 2008

Instituição: Fundação Itaú Social
Curso: Avaliação Econômica de Projetos Sociais – Ano de conclusão: 2006

Instituição: CEPPAD - ABRADEE
Curso: Planejamento de Marketing- Ano de conclusão: 1998

Instituição: PROCEL – Programa de Combate ao Desperdício de Energia Elétrica - Curso: Formação de Multiplicadores da Metodologia “A Natureza da Paisagem” Ano de conclusão: 2000

Instituição: SENAC - CPFL
Curso: Formulando e Implementando Estratégia de Marketing Voltada para o Valor - Ano de conclusão: 1998

Instituição: FIA – Fundação Instituto de Administração da USP/FEA
Curso: Curso Compacto de Marketing - Ano de atuação: 1997

734 horas de capacitação na CPFL – Companhia Paulista de Força e Luz – sendo 510 horas como aluno e 224 horas como monitor/instrutor, no período de 1988 a 1996:



Histórico Profissional



12/2011 até o momento presente- Companhia Águas de Joinville
Atendimento Segmentado a Grandes Clientes

04/2012 até 02/2013 - GERAR - Projeto Aprendiz Legal
Professor do Curso de Capacitação para o Primeiro Emprego

01/2009 até 02/2011 - Companhia Paulista de Força e Luz – CPFL
Analista Comercial Pleno – Gestor do Programa Rede Comunidade

02/2007 a 12/2007 – Fundação COGE : Consultor

10/2007 até 02/2008 - CEPROCAMP – Juventude Cidadã : Professor no curso profissionalizante para Auxiliar de Escritório.

08/2000 até 01/2009 – ABBA Assessoria Administrativa : Sócio Gerente

08/2005 até 12/2005 – ASSER Porto Ferreira – Faculdade de Porto Ferreira/SP - Professor Substituto na matéria de Pesquisa de Marketing.

11/2005 a 02/2007 – Assoc. Vinhedense Educação Homem de Amanhã - AVEHA : Gerente Geral

09/2004 a 03/2005 – DEDIC – VIVO Portugal Telecom : Atendimento a Clientes Especiais


07/1981 a 07/2000 – Companhia Paulista de Força e Luz – CPFL : Administrador Pleno II

09/1979 a 07/1981 – Empresa Paulista de Televisão – EPTV Campinas : Controlador de Pedidos


Trabalhos Desenvolvidos

Projeto Pró-Acessibilidade – Cia Águas de Joinville
Atendimento diferenciado para clientes com deficiência e com necessidades especiais. Uma nova visão para o tema da acessibilidade, tornando o atendimento ativo, com mudanças processuais que incluem a visita ao cliente, evitando o seu deslocamento até os postos de atendimento. Implantado em fevereiro de 2013.

Lançamento do Projeto Jovem Aprendiz – AVEHA
Mobilização e implantação do Projeto Jovem Aprendiz, lançado oficialmente em novembro de 2006, com parcerias desenvolvidas com Movimento DEGRAU, CMDCA de Vinhedo e autoridades locais, como prefeito e vereadores da cidade de Vinhedo/SP.

Curso Básico de Gestão e Ferramentas da Qualidade – CPFL
Participação no desenvolvimento de módulos com linguagem adaptada à população alvo.

Rede de Compras – CPFL: programa de incentivo a venda de eletrodomésticos em parceria com a Magazine Luiza.

Rede Fácil – CPFL: programa de criação de rede autorizada CPFL.

Rede Comunidade - CPFL: criação e implantação em campo de projeto para regularização do consumo de energia em bairros populares. Atendimento em mais de 100 bairros populares, nas cidades de Campinas, Sorocaba, Sumaré, São Carlos, Piracicaba, Ribeirão Preto, São Pedro, Santa Bárbara D’Oeste, Bauru, Araçatuba e Jundiaí. Atividades de mobilização das comunidades, capacitação de agentes comunitários para uso racional de energia elétrica e cidadania, cadastramento de famílias e realização de eventos em escolas e espaços públicos ou comunitários.
Veja fotos do programa atualizadas no link: http://www.flickr.com/photos/10410115@N05/

Participação em Eventos Recentes

26 de junho de 2017 – Apresentação do artigo “LIGAÇÕES DE ÁGUA EM ÁREAS IRREGULARES: POSSIBILITANDO ÁGUA ÀS COMUNIDADES EM VULNERABILIDADE SOCIAL”, projeto na categoria "Poster", assinado por Alessandra Oeschler na 47ª ASSEMBLÉIA NACIONAL DA ASSEMAE, em Campinas/SP.




27 de maio de 2015 – Apresentação do artigo “NÚCLEO DE ATENDIMENTO SOCIAL IMPORTÂNCIA DO ATENDIMENTO SOCIAL NUMA EMPRESA DE SANEAMENTO”, na 45ª ASSEMBLÉIA NACIONAL DA ASSEMAE, em Poços de Caldas/MG.


21 de agosto de 2014 - Prêmio Ser Humano Oswaldo Checchia 2014, em nível nacional, concedido pela Associação Brasileira de Recursos Humanos à iniciativas na área do capital humano.



22 de novembro de 2013 – Prêmio Ser Humano, ABRH-SC, em nível estadual (SC), modalidade Projetos Socioambientais: premiado pelo Projeto Pró-Acessibilidade.


17 a 18 de agosto de 2011 – Formação Institucional e Pedagógica do Aprendiz Legal ( 12 horas ) – Fundação Roberto Marinho

07 a 09 de julho de 2011 – V Seminário Integrado e Interinstitucional – Arte e Cultura – Univille

09 de dezembro de 2010 – Prêmio Idéias e Práticas Inovação Sustentável – Diretoria de Sustentabilidade da Empresa Camargo Correa. Trabalho “Rede Comunidade” eleito finalista para premiação.


22 a 26 de novembro de 2010 - XIX Seminário Nacional de Distribuição de Energia Elétrica
SENDI 2010 – São Paulo - SP – Brasil – Trabalho, de minha autoria, selecionado para apresentação no evento: A Energia como Ferramenta de Inclusão Social



Janeiro de 2010 – Planeta no Parque – Parque Ibirapuera – São Paulo/SP – participação com estande da CPFL Energia.

25 de agosto de 2010 - Semana da Engenharia UNESP Bauru - Projeto IluminAção – realização de palestra sobre Consumo Consciente de Energia.



visite meu blog: http://abeidresume.blogspot.com/ (contos publicados pela Editora Edicom)

Currículo na Plataforma Lattes: http://lattes.cnpq.br/9927721465235257

João Abeid Filho

rotadovento@yahoo.com.br
Posted 11th February 2011 by Abeid resumé