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Showing posts from August, 2021

REBELDIA, PORQUE O MOMENTO É DE ESCARNIO A TODA ESSA MERDA DE FALSA MORAL

  Enquanto observo a janela e a chuva fina e fria, que quando criança eu chamava de garoa, mas, agora que moro no Sul não me faço entender pelo desuso dessa palavra tão cheia de conteúdo me dou conta de que nos próximos meses o tempo irá mudar. O calor virá aos poucos e chegaremos a uma temperatura tórrida, para depois, num ciclo que me parece eterno, voltar ao frio. O movimento da temperatura, suas alternâncias, apesar de previsíveis e posicionadas no tempo em forma de estações, nem de longe sugerem um equilíbrio, posto que a cada giro desse ciclo me torno mais velho e diferente. Me renovo em células, minha biologia se transmuta em direção ao caos, ainda que de forma lenta e imperceptível enquanto ocorre. O mundo muda, a Terra gira e vaga pelo universo e este, talvez, se mova entre multiversos. Nada é estático, somente a pobreza, a vileza e a ganância humana. Por isso cresce meu asco pelos modelos, pelos simulacros, pelos comportamentos padronizados, pelas igrejas e pelas

NACIONALISMO

  "Não sou de bando nenhum - devolveu Fermín - E tem mais: para mim, as bandeiras são trapos coloridos que cheiram a ranço, e quando vejo alguém se enrolar numa delas e encher a boca de hinos, escudos e discursos, já me dá caganeira. Sempre achei que quem se apega muito ao rebanho tem alguma coisa de ovelha ou cordeiro." (ZAFON, Carlos Ruiz, O PRISIONEIRO DO CÉU, editora Suma, 2017, pág .157). Existem palavras que se desgastam pelo uso repetitivo e, muitas vezes, deturpado e, por essa razão evito usá-las. Uma delas é a palavra "narrativa", tão em moda e usada atualmente para sustentar pensamentos preconceituosos e legitimar toda sorte de descalabros. Entretanto, o nacionalismo tem sido base de muitas injustiças e de dominação. Pelo nacionalismo se mata, estupra e mata povos e nações através da história, da mesma forma como a religião, utilizada como suporte a toda sorte de crueldade. Do ponto de vista da ciência da astronomia, somos tão breves e diminutos que a sepa