Thursday, January 08, 2015

OS ZUMBIS SEGUIDORES DAS “TENDÊNCIAS”.



Antes se dizia da “moda” que, para os mal informados, era aquilo que “todo mundo que é legal gostava”. Na tradução, os grandes empresários definiam o que queriam produzir e, através da mídia – preferencialmente a televisão – doutrinavam a população sobre o que se deveria usar, e comprar.

Assim, as pessoas compravam o que viam na TV, o que os astros usavam nos filmes e novelas.  Quem se recusava a seguir o “modelo”, era alvo de bullying, era considerado estranho, “cafona” e outros adjetivos depreciativos.

Acontece que as pessoas compram e usam esses “modelos” enquanto são considerados como “moda”. Mas o mercado precisa vender, então, a moda tem que mudar. Muda-se a moda e as pessoas têm que acompanhar, seguem o ciclo e o mercado atinge suas metas.
Com a globalização e as novas tecnologias, o mercado ganhou velocidade. A “moda” nunca mais poderá, portanto, ser alcançada – em seu lugar, veio a “tendência”.
Mais volátil, se encaixa no modelo de mercado que se quer desenvolver. Assim sendo, as pessoas seguem “tendências”, que nunca se estabelecerão como “moda”, pois que estarão sempre em processo, em movimento, exigindo compras mais frequentes.

Os novos clientes são ambientados na velocidade das redes sociais e por elas influenciados. A imagem perfeita criada nas redes sociais precisa estar em dia com as “tendências”. A insegurança é a marca desses novos clientes, sempre insatisfeitos com o que possuem, querendo sempre algo que não atingem, ou que usufruem por um breve momento de conquista, para, logo depois, perceberem que as “tendências” já apontam para outro modelo. Como os “zumbis”, são levados a não questionar, a seguirem as “tendências”.

A imagem é mais importante que qualquer coisa e, assim, vão ficando para trás a ética, a moral, a tolerância e a luta pela justiça e por um mundo melhor.

O “mercado” é o novo "deus", ditando regras, estipulando modelos, manipulando as pessoas para que comprem o que querem vender. Os governos não se atrevem a intervir nas “leis de mercado”, que são os novos mandamentos sagrados.

Acordem “zumbis”: vocês foram programados para serem infelizes e a consumirem produtos e serviços, muitos deles supérfluos e desnecessários, alguns atentando para suas próprias saúdes. Preferem o poder de compra aos serviços públicos básicos. Vivem sem educação, saúde e segurança e recebem informações fúteis diariamente. Tornam-se o exército do consumo e pagam diversas vezes pelo mesmo serviço: saúde pelos impostos, mas, se desejar ser atendido com dignidade e qualidade, terá que pagar um plano particular, o mesmo ocorrendo com a educação, segurança etc.


Como pensar num mundo melhor quando o povo se comporta como "zumbis do consumo"?

A resposta certamente virá com pessoas que desconhecem as "tendências", que se guiam pelos ideais e não se preocupam com suas próprias imagens, mas, tão somente, com a evolução humana.