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Showing posts from June, 2023

A AVERSÃO AO JULGAMENTO MORAL

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  Julgar moralmente é algo que deve nos causar aversão! Vamos deixar essa tagarelice e esse gosto desagradável para aqueles que não tem mais o que fazer, além de carregar o passado por mais um pequeno trecho do caminho através do tempo, e que nunca são, eles mesmo, o presente – portanto, esses muitos, ou seja, a maioria! Mas nós queremos ser aqueles que somos – os novos, os únicos, os incomparáveis, os que fazem as próprias leis, os que criam a si mesmos! E para isso precisamos nos tornar os melhores aprendizes e descobridores de tudo o que é legítimo e necessário no mundo; precisamos saber como poderemos ser físicos, e, nesse sentido, criadores – enquanto até agora todos os juízos de valor e ideais foram construídos com o desconhecimento da física ou em contradição a ela. E por isso, viva a física! E viva também o que nos obriga a ela – nossa honestidade! (NIETZSCHE Friedrich – A GAIA CIÊNCIA)   Nosso mundo padece por suas mazelas, escondendo-se atrás de uma falsa e velha moral

A SUBJETIVIDADE DO BELO

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  A incursão acerca do belo e do feio, elaborada pelo filósofo alemão ...(Nietzsche)..., expõe ao olhar o caráter antropomórfico do que entendemos por tais conceitos, presos à mais instintual subjetividade, pois que “o belo em si” não seria mais que uma miragem ou um ludíbrio, pois se trata de mero espelhamento daquilo que tomamos por belo ou perfeito: “uma vaidade da espécie”. Friedrich Nietzsche - Belo e Feio https://blogdocastorp.blogspot.com/2021/05/friedrich-nietzsche-belo-e-feio.html   Certa vez, quando em Jundiaí/SP, trabalhava no cadastramento de famílias para regularização de energia elétrica em uma comunidade que se situava em um morro, encontrei uma cena que me sensibilizou, pela sua beleza. Em meio a casebres, caminho em que passava por quintais até o topo da montanha, cheguei a um ponto em que se apresentava um vale em forma de cratera, ladeado por casebres em um número incalculável. Para mim, a imagem se assemelhava a um Coliseu sem arena, mas repleto de barraco

INTOLERÂNCIA RELIGIOSA E A IDADE DAS TREVAS

"Hipácia (Alexandria, 355 ou 370 (?) – 415) Matemática e filósofa de cultura grega, filha de Téon, um importante homem de ciências que era também diretor da histórica Biblioteca de Alexandria, foi a única mulher erudita da Antiguidade. Influenciada pelo pai, seguiu a carreira acadêmica, tornando-se professora de Filosofia e Astronomia. Como revelam seus contemporâneos, ela ensinava sem distinção a cidadãos de Alexandria e a estrangeiros, muitas vezes expondo seus conhecimentos em público, em atenção às pessoas que a abordavam pelas ruas. Hipácia era admirada por sua inteligência e por sua atuação em diversas áreas, desde a Álgebra até a Oratória, e alguns dos renomados estudiosos da região chegavam a lhe pedir conselhos. Tinha fama de solucionar intrincados problemas matemáticos que haviam desafiado e vencido outros pensadores de seu tempo. As descrições de sua beleza física somam-se às suas principais qualidades como estudiosa e motivaram diversas propostas de casamento, que ela