Monday, August 11, 2014

Resenha do livro: O Vôo da Gaivota, de Emmanuelle Laborit.




Emmanuelle Laborit nasceu surda na França no ano de 1971. Assim como grandes personalidades são forjadas em lugares, épocas e culturas caóticas, Emmanuelle tornou-se símbolo pela sua luta por direitos elementares negados aos surdos e pela sua obstinação em alcançar seus sonhos.
Emmanuelle teve forte apoio dos pais, mas encontrou um modelo pedagógico equivocado. Ao descobrir a língua de sinais, percebe que existe uma “cultura” praticada pelos surdos, um mundo novo no qual encontra lugar para se desenvolver e alcançar o que parecia ser impossível.
Nesse livro, ela conta sua trajetória, uma leitura suave e, ao mesmo tempo, emocionante e esclarecedora.

A autora parte de sua infância para expor suas dificuldades iniciais, quando as palavras lhes representavam um grande mistério. Relata que vivia no momento presente, não tinha noção do que representa o passado ou o futuro, nem mesmo a consciência de sua própria individualidade, noções que só alcançaria após ter contato com a língua de sinais, aos sete anos de idade.

O apelido de “gaivota” foi-lhe dado pelos pais, em função de seus “gritos agudos de pássaros do mar”(p.11) – gritos proferidos na tentativa de “falar”. Em francês, as palavras “mouette” e “muette” representam, respectivamente, “gaivota” e “muda”, uma semelhança fonética que reforçou esse apelido.

Os problemas começam desde os primeiros contatos com os médicos especialistas: seu pediatra não acreditava que ela seria surda. Aos nove meses, um especialista deu o diagnóstico de surda profunda, informando que poderia falar com a colocação de aparelho, reeducação ortofônica e evitando a linguagem gestual. E nada de contato com adultos surdos.

Em suas lembranças da primeira infância, resume essa fase de sua vida como “Um caos na minha cabeça, uma sequencia de imagens sem relação umas com as outras..” (p.14).

Seguindo o conselho dos “especialistas”, seus pais iniciaram tratamentos com uma ortofonista, aprendendo a oralizar palavras básicas que, para ela, representavam “movimentos da boca e gestos da mão” (p.17).

Emmanuelle relata que começou a usar aparelho auditivo, mas denuncia sua ineficácia: “Ele colocava ruídos dentro da minha cabeça, todos iguais, era impossível diferenciá-los.”(p.18)

Sobre o silêncio, conta que o seu “mundo inteiro era negro silêncio, a não ser por meus pais, sobretudo minha mãe. O silêncio tem pois um sentido todo meu, o de ser a ausência de comunicação. Em outras palavras: nunca vivi no silêncio completo.” (p.19 – grifo meu).

Ainda sobre os sons, relata que “Há sempre uma ligação entre as cores e os sons que imagino...Negro é sinal de não-comunicação, logo, de silêncio.” (p.20).

Com a mãe estabelece uma linguagem inventada, “feito de mímica e de gesticulação.” (p.21).

Aos sete anos, com um aparelho de audição, conta que apenas sentia as vibrações ampliadas, sem sons significativos, apenas barulhos que a angustiavam. Serviram para diferenciar os surdos dos ouvintes, pois, tinha agora como perceber quem os usava.

Sua percepção da música fora despertada pelo “tio Fifou”, que tocava violão e, na tentativa de lhe passar alguma sensação, pedia que ela mordesse o violão enquanto tocava – de fato, as vibrações lhe traziam uma sensação nova. Passou a gostar de concertos musicais, observando as vibrações, as cores, as bochechas dos trompetistas, o brilho dos saxofones: “...a música é um arco-iris de cores vibrantes” (p.28).

Apesar da som ser para ela um mistério nas músicas, relata que apenas uma vez sente ter percebido a música pela voz de Maria Callas. Essa declaração da autora é curiosa e, ao mesmo tempo, intrigante: Maria Callas consegue, com sua qualidade musical, sensibilizar alguém que não consegue ouvir.

Passa a gostar da dança e diverte-se quando vai a boates com os amigos: “A dança está no corpo” (p.29).

Sobre a morte, quando criança, por conta da morte de seu gato, entendeu que representava “acabou-se, está terminado” (p.32), frase dita por seus pais. Cria que os adultos seriam imortais, pois saím e voltavam, sumiam e reapareciam. Quanto a ela, não se via chegando à idade adulta, pois nunca havia visto um surdo adulto. Após a morte do gato, ganhou outro gato que se chamava Carretel – esse gato percebeu sua surdez, colocando-se diretamente diante de seu rosto quando pedia comida, sabendo que, de outra forma, não conseguiria chamar a sua atenção.

A primeira tentativa de enfrentar o mundo por seus próprios meios foi a decisão de ir ao banheiro sozinha. A tentativa foi desastrosa, ficando presa ao banheiro sem saber como sair, tendo a porta como uma barreira instransponível para a comunicação com a mãe.

“Tifiti” era a maneira que verbalizava a palavra “difícil”, e assim descreve as dificuldades que sempre enfrentou. Não entendia como os ouvintes conseguiam se comunicar quando voltados de costas uns para os outros e sentia-se excluída das conversas à mesa, ou em reuniões sociais.

Perto dos seus sete anos de idade, seu pai se impressiona com uma descoberta, quando de uma reportagem: “o ator e diretor Alfredo Corrado, falava silenciosamente a língua de sinais.” (p.46). A reportagem relata a existência do Internacional Visual Theatre (IVT), criada por Corrado, que trabalhava nos Estados Unidos, na universidade Gallaudet, para surdos, onde se formara. Esse tornou-se um marco na vida da escritora, pois seu pai deu-se conta de que surdos conseguiam chegar à universidade, através da língua de sinais, fato esse ocultado pelos defensores do método oralista francês naquela época.

Paralelamente ao nascimento de sua irmã, Emmanuelle inicia seus estudos em Vincennes, onde tem contato com a língua de sinais, com Alfredo Corrado. Dá-se conta de que não conseguia destinguir surdos de ouvintes, uma vez que conversavam entre si pela língua de sinais.
Alfredo era um surdo adulto, que não usava aparelhos auditivos: então os surdos podem se tornar adultos !
Em Vincennes adquire um sinal: passa a ser “Emmanuelle” para os ouvintes e “O sol que parte do coração” para os surdos.
Esse momento de sua vida é relatado como um “renascimento”, um recomeço, o despertar para um mundo novo, cheio de novas perspectivas.

O nascimento de Maria, sua irmã, trouxe outras situações, como a necessidade de compartilhar a atenção dos pais, mas, sobretudo, deu a ela a oportunidade de torná-la bilingue, compreendendo a língua de sinais, passando a ser, assim, alguém com quem pudesse dialogar.

Mas suas dificuldades não se foram, pois, ia a Vincennes, mas frequentava a escola tradicional, onde ainda se trabalhava a pedagogia oralista. Refere-se aos seus colegas de escola: “Passariam anos tentando fazer de suas gargantas uma caixa de ressonância, fabricando palavras que nem sempre conheciam o significado.” (p.59, grifo meu).

Em uma iniciativa do IVT, Emmanuelle viaja para Washington para conhecer a universidade Gallaudet. Viaja de avião pela primeira vez e em seu passeio por Nova Yorque se depara com surdos que se comunicam por sinais em diversos locais por onde passa – é sua interpretação de uma “cidade dos surdos”.
A viagem lhe trouxe a consciência de que era surda: “Eu sou surda não quer dizer que “eu não escuto”. Quer dizer: “Compreendi que sou surda”.” (p.67, grifo meu). Essa descoberta refere-se à consciência de que a surdez não se trata de uma limitação, mas de uma forma alternativa de comunicação, uma vez que se vê capaz de se comunicar através de uma língua própria, que pode unir surdos e ouvintes. “Com a descoberta de minha língua, encontrei a grande chave que abre a porta que me separava do mundo.” (p.69).

Após a viagem aos Estados Unidos, o seu pai decide dedicar-se aos surdos e abre, em Sainte-Anne “o primeiro consultório onde se pratica a língua de sinais, logo em seguida empregada nos tratamentos com hospitalização.”(p.73).

Ao alcançar a quinta série, foi recusada a sua matrícula, o que lhe causou grande decepção. Foi obrigada a migrar para a única escola que atendia surdos. Sua mãe lhe informou, entretanto, que o método adotado para o ensino era oral, o que, em princípio, não foi claramente compreendido pela autora, mas que depois trouxe uma dura realidade. O ensino se baseia na leitura labial e a oralidade.

Aí começa uma etapa da vida da autora em que decide partir para o confronto, inconformada que se sentia com uma situação, no mínimo, injusta. No primeiro dia de aula fora proibida a expressar-se na língua de sinais, mas, já no segundo dia, distribuiu cartilhas na escola, com instruções sobre a língua dos surdos. “Não havia dúvidas de que me comportara como uma ativista, uma lider sindical, como uma agitadora revolucionária.” (p.82). Apesar da simpatia de alguns professores, que, veladamente a apoiaram, a determinação de proibir o uso da língua de sinais foi mantida.

Conheceu surdos que não tiveram o apoio dos pais, que sofreram pela falta de comunicação, alguns tornando-se até mesmo violentos, que jogaram aparelhos auditivos em vasos sanitários por não os suportarem.

Apesar da proibição, desafiava os professores, travava conversas em sinais quando os mesmos estavam de costas, com os colegas de classe. Define seu protesto com a máxima “é proibido proibir” (p.84).

Aos treze anos, sem saber o que seria de seu futuro profissional, vem à tona uma Emmanuelle revoltada, contra o sistema, indignada com a sua situação e com a condição dos surdos. Entende os surdos como pessoas que não desejam ouvir, não como deficientes, como a sociedade os percebem.

Começava a se desenvolver e seu corpo já é de uma mulher. Descobre a sexualidade, os homens. Em especial, começa um relacionamento com um jovem surdo, apaixonando-se perdidamente, mesmo contra a vontade de seus pais. Passou a se unir a grupos que se encontravam no metrô, iam juntos ao Mac Donalds (local onde seu grupo foi abordado para que deixassem o local) e, em um desses momentos, envolve-se em uma ação de vandalismo (no metrô) – à qual não participou ativamente - e acaba sendo presa. Sem conseguir se comunicar, sem que lhe seja dado o direito de entrar em contato com a família, acaba por passar a noite na prisão. Depois de muita agonia, consegue anotar o número do telefone de sua casa e o entrega a um policial, que, enfim, decide contatar seus pais. O pai chegou furioso e tenta levar a amiga, que dividiu a cela com Emmanuelle, em vão: somente os pais poderiam retirá-la, e ela continuou na prisão. A revolta com a situação vivida baseia-se no total despreparo da sociedade em lidar com surdos, além da violação de direitos básicos.

O envolvimento com o namorado criou muitos conflitos com os pais, que atribuiam ao rapaz o comportamento agressivo e as constantes faltas às aulas na escola. Após algum tempo, prometeu ao pai não mais faltar às aulas, mas, a razão das faltas era o modelo baseado na oralidade. Apesar de retomar às aulas, decide ausentar-se mesmo estando presente, ignorando os professores e suas tentativas em fazê-la falar.

Engajou-se em movimentos e manifestações políticas para defesa dos surdos e da língua dos sinais.
As reuniões no metrô com seus amigos surdos serviam de escape para as aulas oralizadas. Mas também a envolveu em situações de risco, como viajar de metrô pendurada pelo lado de fora e até mesmo uma tentativa frustrada de roubo. Foi vítima de situações de tentativa de abuso sexual por duas ocasiões.

Após saber da infidelidade do namorado, decide deixá-lo. Inconformado, o rapaz corta os pulsos diante dela – felizmente, o rapaz se recuperou. A experiência junta-se à inconformidade com o divórcio de seus pais. Em um momento depressivo, exagera no consumo de álcool, envolve-se em discussões constantes com sua irmã, por razões menores. Acha-se feia, consegue perceber que seu estado físico se deteriora, mas não entende porque não consegue se livrar desse momento de tristeza. “Fisicamente, sentia-me um trapo, , tinha mesmo manchas azuis por todo o lado de tanto cair quando bebia. Moralmente, sentia-me completamente nula.” (p.147).

Após perceber que chegara ao limite, decide pensar, pela primeira vez, em seu futuro. Seu amor pela arte e pela criação a colocou diante de uma nova oportunidade. Quando menina, em idade entre 8 e 9 anos, teve uma experiência com o teatro, quando foi incentivada a utilizar a comunicação através do corpo, usando máscaras como forma de forçar esse tipo de expressão corporal, o que a obrigava a despresnder-se do vício da observação apenas pelo rosto. Também nesse momento, participou da peça “Viagem ao Terminal do Metrô”.

Entretanto, impôs-se uma condição para que pudesse retomar essa carreira: a nacessidade de alcançar a universidade: “Em Vincennes, Alfredo Corrado apenas se ocupava do teatro para adultos. “Faça seu bacharelado”, dizia-me sempre, “e veremos do que você é capaz.”(p.150).

Essa nova imposição passou a ser sua meta de superação. Passou a se entregar aos estudos para alcançar o bacharelado, que em Morvan, tinha a duração de três anos. Paralelamente, buscou formas de independência financeira, outro desejo que há muito alimentava, trabalhando como baby-sitter. Também fazia faxina na casa de seu avô, um pesquisador.

Consegue um papel num filme de Ariane Mnouchkine, com a participação em 30 sengundos. Participou, na sequencia, da “festa do Olhar, que reuniu surdos e ouvintes para criações curtas de mais ou menos cinco minutos.”(p.155).

A autora participa também de um grupo de voluntários para desenvolver uma comunicação eficiente sobre a AIDS para os surdos (AIDES), que, em grande parte, não entendem o que se trata pela falta de uma divulgação adequada. Até mesmo o símbolo da AIDS assemelha-se a um sol, o que faz com que muitos pensem que a prevenção se dá por não se exporem ao sol.

Um novo obstáculo se põe à sua frente: na França, o estudo para surdos não chega ao bacharelado, obrigando aos alunos o esforço extra de depender de um tradutor, o colega ao lado, ouvinte, que faz anotações em sala de aula e repassa, posteriormente, cópia para o surdo. Encontra surdos com histórias de exclusão e desinformação que a deixam ainda mais indignada, políticos que se aproveitam dos surdos para se promoverem, baseados em propostas de governo muitas vezes excludentes e preconceituosas. Pais que enganam filhos surdos por vergonha de vizinhos e parentes e até mesmo deficientes físicos que não compreendem o mundo dos surdos, barrando sua participação em movimentos reivindicatórios.

Apesar da limitação imposta na universidade, apoia-se na pesquisa em livros e dicionarios para suprir as dificuldades encontradas no aprendizado pela leitura labial.
Em 1991 tenta passar no teste para o bacharelado, mas fracassa, apesar dos esforços. Os pais insistem para que ela tente novamente, não desista.

Então, um diretor de teatro, Jean Dalric, a procura e a convida para participar da peça “Os filhos do silêncio”, no papel principal, do personagem “Sara”. Apesar da desconfiança na pessoa de Jean, alimentada pela mãe, decidiu se preparar para o papel, encontrando-se com ele por seis meses, para o desenvolvimento dessa personagem. Mais uma vez, Emmanuelle impõs-se a condição de passar antes no bacharelado.

A autora relata uma conversa entre a irmã e sua mãe sobre a hipotética possibilidade de uma operação milagrosa que viesse a fazê-la ouvir. Este ponto eu considero como de grande importância na narrativa, pois, revela o que pensa a autora a respeito de ser surda. Escrevendo de forma magnífica, emociona o leitor ao relatar que a tentativa dos ouvintes em fazer com que os surdos ouçam ou falem configura-se numa tentativa de fazer com que todas as pessoas sejam iguais, seguindo um modelo de perfeição que não inclui os surdos. Seria como fazer com que ninguém mais nascesse “negro”, ou que todos fossem “loiros”. “Por que não aceitar as imperfeições dos outros?..... tenho meus olhos, eles observam ainda melhor que os seus, forçosamente. Tenho minhas mãos que falam. Um cérebro que organiza as informações, à minha maneira, segundo minhas necessidades.” (p.178, grifo meu). “O mundo não pode e não deve ser perfeito. É sua riqueza.”(p.178, grifo meu).

A autora lembra a história dos surdos como uma constante luta por conquistar sua autonomia, a insuportável imposição de aparelhos auditivos, muitas vezes implantes feitos em crianças, que não estão aptas para manifestar opiniões, sujeitas a todo tipo de experiências.

Emmanuelle consegue, enfim, o bacharelado, aos vinte anos de idade e parte para seu sonho, sentindo-se livre. Parte, então, para o teatro, para repesentar “Sara” em “Os Filhos do Silêncio”. Em sua estréia, apesar do medo, consegue sair-se bem. A peça é exibida mais vezes e as críticas são positivas. A peça é então, indicada para o prêmio Moliére, Emmanuelle indicada para o Moliére de revelação teatral de 1993 e Jean para o prêmio de melhor adaptação. Ambos conquistam o prêmio. Atônita com a conquista, sobe ao palco e, sem se dar conta, recorre à língua dos sinais quando percebe: “vejo uma pessoa, depois algumas outras, e finalmente o público inteiro! Braços levantados, mãos em formato de borboleta, dedos fazendo o sinal da união.”.(p.196).

Sua carreira decola no teatro e, posteriormente, enfrenta o desafio de escrever o livro “O Vôo da Gaivota”, objeto desta resenha: mais uma vez, algo considerado impossível, mas realizado, apesar das dificuldades.

Sobre livros para surdos escritos por ouvintes, cita o escritor Jean Grémion, na obra denominada “O planeta dos surdos”, quando revela: “Os ouvintes têm tudo a aprender com aqueles que falam com seu corpo. A riqueza de sua língua gestual é um dos tesouros da humanidade.”(p.204, grifo meu).

Finalizando, tive a grande oportunidade de conhecer essa obra e essa autora, que conseguiu traduzir, de maneira poética e leve, todo um contexto cultural que envolve os surdos pelo mundo. Se, na França, Emmanuelle conseguiu avanços, aqui no Brasil também surgem personagens importantes que lutam pela inclusão e reconhecimento da cultura surda.
Mas ainda existe muito a conquistar e relatos sobre injustiças e exclusão são trazidos por aqueles que se aproximam dessa parcela da população.

É uma leitura recomendada, ou melhor, obrigatória para iniciantes no tema. Que sirva de inspiração para a contrução de um mundo melhor e, sobretudo, bilingue.


João Abeid Filho
11 de agosto de 2014










5 comments:

Lais Donida said...

Não é ortofonista, é fonoaudióloga.

João Abeid Filho said...

Agradeço a observação, entretanto, esse texto é uma resenha e a palavra "ortofonista" foi tirada do livro da autora. No capítulo "O silêncio das bonecas", na página 17, o texto começa assim: "O aprendizado da comunicação começou pelo método Borel-Maisonny, com uma ortofonista.."
Pode ter sido problema com a tradução, confesso que não domino esse assunto, mas apenas trouxe o tema para reflexão.

Davi Dantas Guimarães said...

Parabéns, resenha bem fiel ao livro. Me ajudou bastante!

Unknown said...

Em muitas países não se tem formação em fonoaudiologia, existem vários segmentos do mesmo ramo, por exemplo: ortofonia.

Grazielle Lopes said...

Em muitas países não se tem formação em fonoaudiologia, existem vários segmentos do mesmo ramo, por exemplo: ortofonia.