A DOR INSUPORTÁVEL PELO GENOCÍDIO INFANTIL


"Quando o dia é longo;
E a noite, a noite é somente sua;  Quando você tem certeza de que já se cansou desta vida, bem, aguente firme, não desista de si mesmo, Porque todo mundo chora e todo mundo sofre, às vezes; Às vezes, está tudo errado, agora é hora de cantar junto; Quando o seu dia é uma noite solitária (aguente firme, aguente firme); Se você tiver vontade de desistir (aguente firme); Se você achar que já se cansou desta vida, bem, aguente firme; Porque todo mundo sofre; Ache consolo em seus amigos;  E todo mundo sofre, não se entregue, oh, não, não se entregue;  Se você sentir como se estivesse sozinho, não, não, não, você não está sozinho; Se você está sozinho nesta vida, os dias e noites são longos; Quando você achar que já se cansou desta vida para aguentar firme, bem, todo mundo sofre às vezes, todo mundo chora, e todo mundo sofre, às vezes; Então, aguente firme, todo mundo sofre, Não, não, não, não, não, você não está sozinho
 ..".(Everybody Hurts  R.E.M. )

 

 

Essa música é de uma força impressionante, para almas sensíveis.  

Quando vemos que 64 mil crianças foram mortas ou feridas na atual guerra de Israel e a Palestina, na faixa de Gaza, 4 mil crianças mortas e feridas na guerra entre a Rússia e a Ucrânia, entre um total de 520 milhões de crianças que vivem em regiões em guerra no mundo, a música ganha mais intensidade. 

 

Existem explicações, lados, ideologias, mas, nada disso sustenta essa situação. 

Defender esse genocídio em massa de crianças ao redor do mundo é algo indefensável. 

 

Ao ouvir essa música, essas crianças me veem à mente e eu choro. Um choro profundo pela inocência dessas crianças que não escolheram nações, religiões ou raças: são vítimas de uma roleta russa geográfica. 

 

Choro pela minha impotência diante dessa situação. 

 
Me entristece mais saber que existem pessoas – e não são poucas – que escolhem lados para justificar o injustificável. 

 

Que defendem a morte de crianças no país A, por ter atacado o país B, criando, assim, um raciocínio estúpido e cruel de que a morte de uma criança pode ser vingada com a morte de outra. 

 

Crianças, indefesas, inocentes. Vítimas de um sistema hediondo, comandado por adultos, os quais tomam decisões à distância e se protegem em bunkers.  

 

Estamos longe de nos classificar como "humanos". 

 

 

 

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